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Desenvolvimento cognitivo & tecnologia




Imagens como a do vídeo acima estão cada vez mais presentes nas famílias de todo o mundo. O bebê de apenas oito meses, que não chegou a pronunciar nem a sua primeira palavra, já manuseia um tablet com certa facilidade. Esse fato ainda espanta a maioria das pessoas, afinal, tudo é muito diferente do que vivemos nas gerações passadas, e o fato de não saber o real impacto dessa exposição no futuro das crianças gera uma intranquilidade justificada.


Ao mesmo tempo, imaginar o desenvolvimento infantil dessas crianças sem a presença da tecnologia é quase impossível. Camila Achutti, CTO e fundadora do Mastertech e professora do Insper, expõe esse fato em sua coluna da Época Negócios ao apresentar dados do estudo Zero to Eight. Os dados podem impactar: 10% das crianças americanas com menos de dois anos, em 2011, usavam gadgets em casa. Esse número, em 2013, subiu para 38% e, em 2017, o estudo já apresentava um crescimento que chegou aos impressionantes 95%. Para além da quantidade de crianças recebendo os estímulos tecnológicos, o estudo mostrou que o tempo gasto dessas crianças com os aparelhos triplicou desde 2013, chegando, em 2018, a 50 minutos por dia.


Os estímulos no desenvolvimento cognitivo (h2)

Já é sabido que os estímulos que as crianças recebem durante a primeira infância são grandes aliados e até responsáveis pelo progresso das habilidades que serão desenvolvidas por elas durante a vida inteira. Ouvir músicas, escutar histórias, organizar blocos, reconhecer cores e sons.

Proporcionar estímulos saudáveis de aprendizagem colaboram para que a infância seja um período produtivo para o desenvolvimento do cérebro infantil. E, para que a tecnologia funcione como ferramenta aliada nesse processo, ela deverá ser usada de forma sábia: com propósitos relevantes, sem a tentativa de substituir as vivências reais da criança – conhecer todos os animais através da tela do tablet, mas também levar a criança ao zoológico, por exemplo - e promovendo a interação. Pais e educadores devem ser os mediadores desse processo, acompanhando e orientando os alunos, que terão o potencial de crescimento elevado pelos estímulos recebidos.


Esses alunos são nativos digitais e possuem características únicas, que fazem com que nossos métodos de ensino ultrapassados não os atendam. E é aí que a tecnologia mostra o seu valor de forma mais clara, revelando-se uma grande aliada da educação.


Em The Educational Impacts of Minecraft on Elementary School Students, os pesquisadores Thierry Karsenti and Julien Bugmann enfatizam que “a utilização de games em sala de aula é capaz de estimular certos tipos de aprendizado” (Baranowski et al., 2003), por exemplo, pode ter efeitos cognitivos, afetivos e psicomotores positivos (Shaftel, Pass, & Schnabel, 2005).


Entre todas as possibilidades de benefícios que a tecnologia é capaz de proporcionar aos alunos em desenvolvimento estão:


→ Capacidade visual aumentada

Há alguns jogos que contribuem para que a criança desenvolva e aumente sua percepção em relação a cores, tamanhos, espaços. O uso de imagens, vídeos, realidade aumentada e outros recursos digitais é um forte aliado do professor não apenas para atrair a atenção de seus alunos, mas também para engajá-los e desenvolvê-los.


→ Aprendizagem pela experimentação

Conhecer novos países, novas épocas por meio de uma viagem exploratória digital pelo tempo ou até mesmo ter a possibilidade de realizar a construção de um edifício virtual... As possibilidades são inúmeras e os aprendizados cada vez mais ricos, com experiências multissensoriais imersivas. Lembra aquela famosa frase “Eu nunca imaginei que iria fazer isso um dia”? Pois bem, com a tecnologia, vamos repeti-la cada vez mais, nos permitindo aprender os ensinamentos que só a vivência, seja real, seja virtual, é capaz de nos dar.


→ Melhora no raciocínio lógico, na memória e na concentração

Elaboração de estratégias para derrotar o inimigo, criação de soluções inusitadas para passar para a próxima fase e, claro, o desenvolvimento de habilidades computacionais. A tecnologia aplicada no dia a dia é capaz de aumentar o potencial de aprendizado em diversas áreas e matérias, mostrando como é importante o aprendizado de tudo isso na prática.


→ Aprendendo a aprender

Os estudantes querem aprender a criar seus próprios caminhos, a buscar e encontrar os seus próprios interesses. Eles querem ser os protagonistas de seu próprio aprendizado. Os educadores e pais farão o papel de mediadores e facilitadores. Nesse processo de aprendizagem, as ferramentas tecnológicas serão riquíssimas aliadas já que proporcionam possibilidades diversas para que os alunos busquem os seus próprios desenvolvimento, tornando-os inclusive seres mais críticos.

→ Preparação para o mercado de trabalho (e para o mundo) do futuro

Como já demonstramos acima, a tecnologia é uma realidade no mundo e na vida dos alunos. A utilização sábia dela fará com que todos seus usuários tenham o seu desenvolvimento potencializado e, mais do que isso, segundo o estudo realizado em Ontario, desenvolvam habilidades necessárias para a vida e o mercado de trabalho do século 21. Você não quer que os seus filhos fiquem para trás, né?


O papel da tecnologia (h2)

Incentivar a curiosidade, gerar confiança na tomada de decisão, reconhecer as soft skills de seus alunos com mais facilidade, gerar empatia e colaboração entre eles, possibilitar maior poder de foco e desenvolver resiliência e determinação. Tudo isso é possível a partir do uso da tecnologia com as crianças, acredita?

Foto: Minecraft/Reprodução


E se disséssemos que muitos alunos apreenderam isso e muito mais com o Minecraft? Veja alguns exemplos de como podemos utilizar o game na educação e ensinar valores e habilidades necessários para a realidade que vivemos: “história e herança cultural afro-brasileira”, “intervenções e mudanças proposta para o próprio espaço escolar”, “como obter energia elétrica, respeitando o meio-ambiente” e “pesquisa criativa na plataforma dos sistemas humanos”.


Incrível, né? E aqui você só viu alguns usos possíveis. Existem outras plataformas, como a própria Geppetto que desenvolve soluções personalizadas para a sua necessidade.


A tecnologia possui inúmeros recursos e, enquanto falamos, outros tantos estão sendo criados e desenvolvidos. Por isso, para cada estágio de desenvolvimento dos alunos, para cada faixa etária, para cada matéria ou temática haverá disponível um aplicativo, um game ou até uma nova ferramenta que pode fazer uma grande diferença para eles. Quem sabe um dia não serão eles a criá-los?

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