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Educação Bilíngue no Brasil

Há anos percebemos que o tema educação bilíngue vem crescendo em termos de popularidade e importância no nosso país, atraindo a atenção de pais, alunos e profissionais da área da educação. Sendo assim, hoje vamos conversar um pouco sobre esse tópico, abordando os principais pontos e peculiaridades dessa nova perspectiva na área acadêmica.



Conceito de educação bilíngue


Diferente da instituição apenas oferecer o inglês como mais uma de suas disciplinas, o ensino bilíngue se caracteriza pela promoção da grade curricular em dois idiomas distintos, isto é, parte das matérias deve ser lecionada na língua materna enquanto a outra é ministrada em inglês.


Os benefícios dessa proposta para os alunos incluem, principalmente, aumentar as chances de se tornar fluente no segundo idioma, uma vez que estão mais expostos a ela, e também o contato com aspectos culturais do mesmo.


O Ministério da Educação atualmente define dois tipos de propostas educacionais nessa área: a escola bilíngue e a escola com currículo bilíngue optativo. A primeira promove um currículo único, integrado e ministrado em dois idiomas, focando no desenvolvimento de competências e habilidades linguísticas e acadêmicas nas duas línguas em todas as séries. Já a segunda promove o currículo em língua portuguesa em articulação com o aprendizado de competências e habilidades linguísticas em língua adicional através de atividades extracurriculares ou complementares em carga horária estendida.


Desafios da educação bilíngue no Brasil e regulamentação


Apesar da popularidade do bilinguismo no Brasil, implantar esse sistema nas escolas não é algo tão simples. Muitas são as dificuldades enfrentadas pelas escolas para implantar o conceito no seu currículo.



Entre os desafios mais encontrados estão:

  • A falta de profissionais qualificados no mercado, uma vez que não basta os professores terem fluência em inglês, é preciso também saber ministrar diversos conteúdos nesse idioma.

  • A necessidade de criação de uma cultura bilíngue, pois somente ministrar conteúdos em um segundo idioma não é suficiente, os alunos precisam estar envolvidos com a respectiva cultura para que a formação seja completa, e cabe a escola como um todo promover isso.

  • A falta de regulamentação no processo de implementação do ensino bilíngue nas escolas, já que é necessário o suporte de uma metodologia válida e que se encaixe para todas as instituições que desejarem ter ensino bilíngue em seu currículo.


Diante desses desafios e a pedido dos profissionais da área, o Conselho Nacional de Educação aprovou em julho de 2020 as Diretrizes Nacionais para a Educação Plurilíngue no Brasil, documento que tem como objetivo regulamentar o ensino bilíngue no Brasil.



Alguns dos principais pontos das Diretrizes são:

  • Carga horária: entre 30% e 50% das atividades curriculares para a educação infantil e o ensino fundamental; no mínimo 20% na grade curricular oficial para o ensino médio (podendo incluir itinerários formativos na língua adicional); para escolas com carga horária estendida em língua adicional, o mínimo de três horas semanais e oferecida a todos os alunos.

  • Contratação de professores: as escolas bilíngues só podem empregar profissionais que, além da formação em Pedagogia, Letras ou área específica, apresentem certificado de comprovação de proficiência de nível mínimo B2 no Common European Framework for Languages (CEFR) e curso de extensão com no mínimo 120 horas, como pós-graduação lato sensu, mestrado ou doutorado reconhecidos pelo MEC.

  • Foco em fluência: as escolas com carga horária estendida podem optar por abordagens que buscam o aprendizado intenso da língua adicional, desenvolvendo fluência e proficiência sem conexão com os conteúdos acadêmicos.

  • Proficiência dos estudantes: com base no Common European Framework for Languages (CEFR), espera-se que até o término do 6º ano do ensino fundamental, pelo menos 80% dos alunos alcancem a proficiência de nível mínimo A2. Já para o término do 9º ano do ensino fundamental, a proficiência esperada para a mesma porcentagem é de nível mínimo B1, enquanto para o término da 3ª série do ensino médio, a qualificação deve ser de nível mínimo B2.


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