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Considerações práticas da Resolução do CNE sobre o Ensino Bilíngue


Em 2020, o CNE - Conselho Nacional de Educação - lançou um parecer sobre educação bilíngue disponível aqui. O texto, aprovado em junho do mesmo ano, traz reflexões e diretrizes importantes para uma educação básica bilíngue de qualidade, especialmente no cenário de aumento no número de escolas com programas ou ensino bilíngue.

Em termos práticos, além de trazer importantes reflexões sobre bilinguismo, as diretrizes descrevem pontos fundamentais para as escolas que aspiram ser bilíngues, assim como demanda mudanças nas escolas já intituladas como bilíngues. Nós vamos refletir aqui sobre esses aspectos, especificamente focando na língua inglesa.


Primeiramente, a carga horária deve ser adequada para o mínimo de 30% e máximo de 50% na Educação Infantil e Ensino Fundamental e, no mínimo, 20% no Ensino Médio. É importante observar se a sua escola está aderente a essa carga horária ou se necessita de ajustes. As mudanças devem ser realizadas ainda esse ano para valar a partir de 2022.

📚Contudo, não é suficiente aumentar a carga horária de ensino e ainda possuir um currículo apenas focado na segunda língua. Em seu capítulo 4, o parecer fala da organização curricular que deve conter disciplinas da base comum bem como disciplinas da base diversificada ou projetos transdisciplinares na currículo bilíngue. Assim, a caracterização de uma escola bilíngue está além da escolha de um bom material de apoio. O parecer demanda que disciplinas da base, dentre outras mudanças, sejam ensinadas na segunda língua. Isso muda completamente o foco de instrução, uma vez que a língua inglesa deixa de ser a finalidade e passa a ser o meio de instrução do conteúdo.


É fundamental destacar também que o texto descreve a qualificação do profissional habilitado para o ensino em escolas bilíngues. Atualmente, podemos ver profissionais apenas fluentes no idioma trabalhando no contexto bilíngue, mas o parecer determina o perfil desse professor que poderá atuar na educação básica no segundo idioma. Os profissionais da Educação Infantil e Ensino Fundamental (Anos Iniciais) deverão ter graduação em Letras ou Pedagogia. Os Professores que atuarão em disciplinas específicas na Ensino Fundamental (Anos Finais) ou Ensino Médio deverão possuir Licenciatura na disciplina. Além disso, os profissionais deverão ter:


  1. Comprovação do Nível B2 do CEFR (Common European Framework of Languages).

  2. Formação complementar em Educação Bilíngue de, no mínimo, 120 horas ou especialização, mestrado ou doutorado em bilinguismo reconhecidos pelo MEC.


Lembramos que a resolução já prevê a necessidade e exigência de cursos de Letras, Pedagogia ou Licenciatura para Educação Bilíngue a partir de 2022.


O último ponto também relevante é o nível de proficiência da segunda língua que alunos devem atingir em 3 etapas:


  1. 80% dos alunos do 6º ano devem atingir o nível A2 do CEFR

  2. 80% dos alunos do 9º ano devem atingir o nível B1 do CEFR

  3. 80% dos alunos do 3º ano do Ensino Médio devem atingir o nível B2 do CEFR


🎯 Agora que sabemos mais sobre a resolução, quais são as implicações práticas que nós professores, coordenadores e diretores precisaremos implementar para o sucesso da Educação Bilíngue? Nós destacamos 4 planos de ação que a escola pode implementar na sua escola para se adequar de forma mais eficaz à nova resolução:

  1. A expansão da carga horária implica investimento da escola no aumento da grade curricular horária. Esse investimento pode vir ainda acompanhado do crescimento da equipe docente. Uma das alternativas é abraçar o ensino online e híbrido e ofertar uma parte da carga horária em formato digital. A adoção de uma plataforma digital de apoio ao ensino - seja no intraclasse, contraturno ou extraclasse - pode expandir a sua carga horária de uma maneira criativa e econômica.

  2. Caso a equipe docente da escola não atenda aos requisitos do parecer, nós recomendamos investir na qualificação profissional da sua equipe. Há uma grande oferta de cursos de Letras e Pedagogia em tempo mais curto para quem já é portador de diploma. Além disso, os professores deverão comprovar o nível B2 de inglês, logo uma certificação que não expira é a melhor opção, pois você não precisará revalidar essa certificação. Por último, o ideal é não parar nas exigências mínimas, mas desenvolver um programa de formação continuada na sua escola. A comunidade escolar deve estar envolvida e qualificada para o sucesso do ensino bilíngue.

  3. Não deixe para mensurar o nível linguístico de seus alunos apenas nas séries exigidas pelo MEC. Isso pode trazer surpresas desagradáveis. Além de fazer da avaliação um processo contínuo e holístico, tenha vários pontos de checagem do nível linguístico para que sua escola esteja em conformidade com os níveis internacionais exigidos pelo MEC. É importante adotar ambientes digitais que forneçam informações de performance pedagógicas dos alunos para um acompanhamento em tempo real.

  4. Muitas escolas terão menos tempo para o ensino da língua inglesa e precisarão focar no ensino onde a língua inglesa é o meio. Como você pode garantir a prática da língua como finalidade e não como meio de instrução? É recomendada a adoção de plataformas digitais para apoio à prática e estudo em formato online e híbrido. O ideal é escolher ambientes lúdicos, divertidos e gamificados para que alunos possam desenvolver o nível linguístico. Uma plataforma online também ajudará alunos que entram na sua escola e que não possuem o nível de inglês como os demais alunos, pois eles poderão aprender e praticar o idioma. Além do ganho linguístico, uma plataforma gamificada estimula e motiva alunos para o aprendizado do idioma.



É possível perceber que a adoção de uma plataforma de apoio ao ensino online pode apoiar a sua escola na concretização do plano de migração para o bilinguismo. Conheça a plataforma Geppetto e entenda mais a fundo como ela pode apoiar você.



A plataforma Geppetto é um mundo virtual online recheado de jogos digitais e atividades lúdicas para crianças e adolescentes aprenderem inglês no seu ritmo, com tecnologia adaptativa e inteligência artificial.


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